segunda-feira, 17 de maio de 2010
Carta Aberta
Quero falar de alguém que há muito nos faz falta: O SER TOTAL.
Não, este não será um texto de auto-ajuda, falando da integração entre corpo e espírito.
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Este será um texto de autoajuda falando sobre a integração entre nós caras-pálidas e a generosa mãe terra.
Este é o melhor sentido da ex-hifenizada palavra composta autoajuda: Quando você decide parar de morder a mão que te alimenta, obviamente está fazendo um grande bem a si mesmo.
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Se a terra for realmente vista como uma mãe para nós, podemos dizer que estamos mordendo o seio além de secar todo o leite. Uma vez fiquei sabendo de uma mãe que, aflita, chegou ao médico dizendo que seu filho de dois anos não queria desmamar e estava machucando o seu seio além de não deixá-la que voltasse a trabalhar. O médico receitou uma solução simples e eficaz: "Quando ele quiser mamar, antes você passa uma pitadinha de pimenta no bico. Vai arder um pouquinho a boca dele, mas vai resolver." Dito e feito: desmamou que foi uma beleza e a mãe pode tocar a sua vida de novo.
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Estamos merecendo uma boa dose de pimenta na boca pela mãe terra... e olha que pimenta ela dá aos montes... só que para o nosso caso são catástrofes "naturais" que tiram vidas e causa muito choro e tristeza.
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Quero aqui agradecer ao Lula pelo ótimo trabalho que ele fez nestes oito anos de governo. Acho que nenhum outro presidente fez tanto pelo país. Mas sinceramente... a Dilma não nos serve por simplesmente querer continuar o governo apenas aproveitando a onda do Lula, sem nada de novo, sem subir mais um degrau. Muito menos nos serve o Serra, que com certeza destruiria tudo de bom que já conquistamos.
Nada de Neo-Liberais, nada de Esquerdas, quero tudo verde, quero amazônia preservada, quero biodiversidade acima dos interesses das hidrelétricas. Quero fontes de energia renováveis, quero este desenvolvimento que tivemos, com nossas matas ainda de pé: EQUILÍBRIO, EQUILÍBRIO...
Porque tem sempre que pesar mais para um lado? ô palavrinha difícil de se atingir: EQUILÍBRIO.
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Marina Silva agora tem seu Vice-presidente: Guilherme Leal, o presidente da Natura, empresa reconhecida por sua política verde de produção. Nada mais adequado. Um empresário experiente e de ótima visão para conciliar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.
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Parabéns Marina! Estou contigo a partir de agora. E abertamente.
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foto: Fabrizia Granatieri / G1
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Fantaspoa precisa de apoio. Ajude
E eu sou prova disso.
"Comunicado Importante - Fantaspoa 2010
Lemos em diversos sites e blogs reclamações sobre a nossa programação e que deveríamos trazer uma série de filmes, dentre os quais podemos citar somente alguns: Martyrs, The Children, Frontier(s), Dead Snow e Must Love Death. O que as pessoas não sabem é que nós TENTAMOS trazer esses filmes e todos se enquadram no caso acima. Ou seja, além de uma fee exorbitante, a obrigatoriedade da exibição em película.
Para aqueles que conhecem bem o evento sabem que realizamos o mesmo com auto-investimento e que o nosso orçamento total gira em torno de R$25.000,00 e que, portanto, pagar fees de R$2.500,00 ou trazer filmes em outras mídias se tornam inviável. Além disso, as salas que utilizamos não possuem projetores de HDCam nem Digibeta. Além do valor que investimos a fundo perdido, temos todo o trabalho de produzir o festival, selecionar e legendar cada um dos filmes. Nós não temos nenhum apoiador/patrocinador, público ou privado que cubra os gastos do festival e os mesmos se tornaram altos demais para continuarmos com o projeto.
Estamos tentando aprimorar o evento, apesar da dificuldade de receber qualquer apoio e patrocínio realmente significativo. Pelo segundo ano estamos inscritos na Lei Rouanet e apesar de contatarmos uma série de empresas, não estamos conseguindo nenhum tipo de apoio.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O grito do descobertos
Neste dia 22 de abril de 2010, comemoramos 510 anos de descobrimento. Em comparação com os outros países da União Européia somos uma nação jovem, querendo ser adulta. Temos uma tradição escrachada de fazer troça da própria desgraça, de sermos os "alegrinhos" do mundo, de exportarmos talentos porque aqui ninguém aparece como deveria...
Nosso país com cara de continente é tão rico que apesar de toda a roubalheira de recursos naturais que houve desde o descobrimento, até hoje continuam colocando florestas abaixo e sempre tem mais árvore para contar a história... Até quando mesmo?
Nosso presidente foi lá fora dizer que ninguém tem que nos dar ordem nenhuma, que se os países desenvolvidos já extinguiram seus recursos naturais, nós também temos esse direito, porque o povo precisa de emprego, de desenvolvimento econômico. Mas me digam uma coisa... somos produtores de que mesmo? Ouvi dizer que a mão de obra escrava fica aqui e os talentos intelectuais a gente exporta.
É isso mesmo. O esquema é mais ou menos assim: As empresas estrangeiras querem mão de obra escrava então escolhem ou a China ou o Brasil - O Brasil ganha no quesito capacidade de exploração de recursos naturais. Depois, se instalam em algum lugar que não lhes cobre um centavo sequer de imposto e com capacidade de exploração e devastação ilimitadas. Em contrapartida, o político que "trouxe" a empresa, recebe o troféu de gerador de empregos e ganha muitíssimos votos alegando que trouxe emprego e desenvolvimento.
Efeito ressaca: Os recursos naturais uma hora acabam, o partido que deu isenção fiscal já não está mais no poder - e está pouco se lixando com o que ele deixou pra trás - e o que entrou não tem obrigação nenhuma com a empresa sangue-suga, porque foi o governante anterior que ganhou a fama. Acabando os recursos e os incentivos, as multinacionais zarpam deixando lixo, imundície desemprego e nada de conhecimento intelectual.
Sou muito pessimista? me digam quantas empresas 100% nacionais automobilísticas ganhamos com todas essas estrangeiras que se instalaram aqui? cadê a apropriação da tecnologia que elas trouxeram? Ah, agora que eu lembrei... não tem como apropriar-se de tecnologia estrangeira... Os nossos talentos científicos foram exportados lembram? nos sobrou aqui a mão de obra barata e não pensante.
É tão não pensante que batemos palmas para a capacidade de comprar tvs e carros novos, de consumir perfumes e roupas novas, de consumir mais carne, de termos mais eletrodomésticos, mesmo que para que tudo isso aconteça tenhamos que encher o país de hidrelétricas, inundando lugares, desviando o curso dos rios, despojando a natureza e as pessoas de seus lugares naturais, tudo pelo bem do consumismo e poder de compra nas grandes cidades.
Sabe quem está "pagando o pato" da vez? Os índios da região do Xingu. Os primeiros moradores e donos dessa terra. 24 tribos estão sendo despejadas de suas terras, lugar que habitam antes de qualquer metrópole ou megalópole, antes de qualquer política maluca eleitoreira consumista, antes de qualquer PAC que mais merece o nome de PAC-MAN, o devorador de recursos naturais ao invés de fantasminhas em 8 bits.
A líder Sheila Juruna, que está à frente de um grande protesto multiétnico de aldeias, prometeu uma guerra a hidrelétrica. À ela somam-se ONGs de defesa do meio-ambiente, agricultores e produtores rurais da região do Xingu.
"Estamos prontos para a guerra. Se o governo não quer nos ouvir por bem, vai nos ouvir por mal" - disse a líder, comentando que até a Justiça está preferindo "agir na ilegalidade".
Afinal, que governo é esse que passa por cima dos direitos das pessoas e dos donos dessa terra? sim eles são donos, adquiram esse direito por cuidarem dos recursos naturais brasileiros muito melhor do já fizemos até hoje.
Quantas vidas vale um voto mesmo?
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Carta à candidata Dilma
Desde quando hidrelétrica é energia limpa? e os atingidos por barragens? e a expulsão dos índios de suas terras para construção desses monstros que inundam os lugares causando alto impacto ambiental e humano?
Dilma, onde está tua sensibilidade para estes fatores? quando a política vai se comprometer realmente a desenvolver uma matriz energética limpa e decente? Não vejo investimento nenhum (não está em teu plano de governo) em pesquisa de outras fontes de energia, como a eólica e a solar.
Temos ainda o gás gerado pelos lixões em sua decomposição que é energia colocada fora. Quantos empregos gerariam usinas de aproveitamento do gás resultante dos lixões! Quão precária e ineficiente é a política de coleta seletiva no Brasil (a maioria das iniciativas de usinas de reciclagem parte de ONGs e catadores autônomos desprovidos de condições e apoio do governo).
Já contabilizaste quantos empregos gerariam usinas de reciclagem em todos os cantos? já te reuniste com interessados em fazer uma campanha de reciclagem de lixo padronizada, com leis de responsabilidade, e séria no Brasil? É do seu interesse olhar para este lado do Brasil (o meio-ambiente) largado às traças, ou não faz parte da tua cultura humana e filosófica?(assim como não fez do presidente Lula que tanto trabalhou pelo ser humano mas quase nada pela natureza).
Quero um Brasil melhor candidata Dilma Roussef, mas completo, não o pedaço que diz respeito ao recursos naturais estragando, enquanto alavancamos o desenvolvimento econômico e social.
Tanto faz quem vai assumir esta bandeira, mas certamente vai ser em quem eu vou votar, independente do partido. A população não acredita mais em partidos candidata, mas em pessoas comprometidas e propostas que corrijam nossas mazelas mesmo que leve tempo. O que não se pode fazer é estacionar como foi feito em relação ao meio-ambiente.
Um abraço e boa sorte na campanha.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Crônica em homenagem aos 238 anos da capital
Temos um porto sim, mas o forte da cidade não é o comércio portuário, – pra isso o estado tem o porto de Rio grande - apesar de já ter sido em seus primórdios, hoje temos mais alegria do que porto . Alegria agora me remeteu a idéia de um apresentador de auditório batendo palmas com uma platéia bem treinada...eca! Mas Bahhhh... não é bem por aí... é que os Porto Alegrenses “se puxam” em enaltecer o melhor produto que comparece em nosso cais: O Pôr-do-sol. Ah! E ainda batem palmas ao final – Qualquer semelhança com a minha idéia de alegria é mera coincidência.
Apesar dos fatos contarem outra história de como o Porto dos casais virou Porto Alegre, prefiro pensar que nosso porto é assim, alegre, por causa da sensação eufórica que o sol causa nas pessoas ao crepúsculo, colorindo o céu para onde aponta o dedo a Usina do Gasômetro, vizinha do tão comentado espetáculo da natureza. Ela com sua com sua chaminé em riste – aonde seguido se vê alguém escalando – agora produz cultura. Bem melhor que a fumaça de outros tempos né.
Dou um até logo ao meu amigo (que segue atarefado e só vai notar a minha saída depois) e vou até o bairro Bomfim almoçar num restaurante vegetariano indiano – como carne, mas adoro o tempero deles. Aliás, o Bomfim é rico em comidas exóticas, vegetarianas e ecológicas. Não por acaso é lá que fica nossa redenção. Gosto de pensar que o parque da Redenção chama-se assim por ser repleto de árvores -a única coisa que pode nos redimir nesses tempos tão difíceis (climatologicamente falando). Fora a imensa disputa por um lugar ao sol no fim-de-semana do parque, as pessoas aproveitam e andam pelo brick de antiguidades olhando tudo atentamente, de ponta a ponta, mesmo que pela milhonésima vez (é realmente um vício porto alegrense, esperar encontrar algo que você não viu lá no domingo passado).
Me recosto sob uma árvore perto do buda – o parque tem um espaço dedicado ao budismo – e leio um livro que comprei na feira (do livro), com o título “Possibilidades Humanas”. Falando em feira do livro... Ah, não vou nem falar nada. Prefiro que você mesmo venha ver, ou conte como é. É entre setembro e novembro, não sei bem ao certo.Sem muita luz natural para ler, cruzo o parque, a avenida, e estou na Cidade baixa, nosso bairro boêmio – Recomendo um ótimo café da tarde na confeitaria da Rua da República, quase esquina com a João Pessoa. Caminho até a Rua Lima e Silva e escolho ficar em um bar onde daqui a pouco vai ter roda de samba e chorinho com alguns músicos tão antigos quanto tradicionais da noite. A Cidade baixa vai começando a ficar repleta com o final do dia. Vejo as pessoas bebendo, rindo, vejo passar de carro o amigo que visitei no centro. Parecia uma criança ansiosa pelo seu brinquedo.
Na verdade, ali é onde os gigantes querem voltar a ser pequenos. Talvez não sejam nem um, nem outro. Talvez Porto Alegre seja um adolescente trocando de voz, ora com fala fina, ora com timbre grosso; vivendo de contrastes. E talvez, o laçador nem devesse mais ser o símbolo dessa Porto Alegre tão plural, mas sim a obra de arte nas duas entradas do metrô.domingo, 14 de março de 2010
Como ver 3D em casa
Há uma solução que passa longe de você comprar óculos coloridos ou importar um aparelho lá não sei de onde...
Você precisará de mais ou menos uns R$15,00.
1 - Vá até aquela locadora perto de sua casa e alugue o tal Avatar
2 - Já com o avatar na mão, vá até o boteco da esquina onde fica aquele bêbado conhecido do bairro todo o fim-de-semana - e às vezes durante a semana de manhã cedinho.
3 - Peça ao atendente uma garrafa de pinga da boa - se for necessário, peça uma dica ao bebum mais próximo
4 - Pegue a garrafa de pinga e o filme e volte pra casa.
5 - ATENÇÃO AGORA... VOCÊ TEM QUE SEGUIR A ORDEM CORRETA DOS PASSOS PARA QUE DÊ CERTO.
Primeiro ponha o DVD já no ponto do filme, com pausa no começo, com idioma e legenda já escolhida. Depois abra a sua garrafa de pinga e mande brasa até enxugar tudo.
6 - Tente chegar até a frente da televisão e achar o botão de play do controle.
7 - Coloque o filme pra rodar e boa diversão!
Com esse passo-a-passo, você verá bichos voando em volta da TV, os personagens sairão da tela, e se duvidar até os extras ficam em 3D.
Obs: é bom deixar um baldinho perto de você para o caso de reações adversas ou os personagens saírem do filme e começarem a girar muito rápido à sua volta.
Bom filme!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Da cachoeira à caminhada
3 - Como o som que se ouve na mata é diferente! animais e pássaros se mexem o tempo inteiro... é o som que se ouve, junto com o farfalhar das folhas; não faça caaminhadas por lugares com mata usando fones de ouvido, por favor;
4 - Do cume do morro vê-se claramente que falta sanidade mental e espiritual às construtoras devoradoras de mata virgem e à sociedade que permite uma vasta paisagem de blocos quentes de cimento onde vivemos;
5 - A descida é beeeemmm melhor que a subida... heheh
Completo assim a terceira coisa que eu queria fazer em Montenegro e uma bela revitalização no organismo físico, mental e espiritual antes de acabar 2009.
Um conselho: saiam dos seus casulos de concreto e vivam mais o ambiente natural...
abraços e até logo
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Religare
Eu tenho uma convicção. Estamos apartados da terra, separados dela como se fosse um ente maligno; um filho ingrato que rejeita quem o criou e que o sustenta.
Nos fechamos nos nossos blocos de concreto, usamos roupas que nos isolam do ambiente e do chão; tomamos água engarrafa em plástico, fechamos as janelas para respirar o ar viciado do condicionador, comemos algo que se parece pão mas de tantos produtos químicos, está muito distante da origem; tomamos algo que se parece leite, mas que há muito tempo deixou de ser...
A natureza apovora muitos, tanto que quando alguém vai construir, geralmente solicita a "limpeza" do terreno antes, o que neste caso significa exterminar com queimada ou uma escavadeira, toda e qualquer forma de vida do local; animais e plantas. Não se pode ter o menor risco de insetos, plantas que não se conhece ou formas de vida que representem "ameaça" aos novos humanos moradores do local.
Quando vamos à praia, não é possível mais simplesmente relaxar ao natural e aproveitar; é preciso um isopor cheio de cerveja ou coquetéis que façam a pessoa descontrair e tirar ela da sua própria companhia. É como visitar um parente que more fora da cidade e fique bêbado o tempo inteiro, não permitindo uma comunicação saudável entre você e a pessoa.
Sugiro uma coisa a você em 2010: ponha os pés na grama, vá à praia sem se embebedar, relaxe naturalmente, faça companhia para você mesmo, ouça seus pensamentos; e se eles forem muitos e apressados ou preocupados, apenas observe eles como se fossem nuvens passando no céu... Procure não se apartar muito da natureza em sua alimentação, consuma coisas que estejam o mais próximo possível da origem: a terra.
Coloco no ar a foto do meu contato, o meu religare (que significa reconexão, a palavra em latim que dá origem a palavra religião em português), a minha forma de reencontrar a terra, pois reconectar-se à terra nada mais é do que uma religião, que deveria ser universalizada entre todos nós.
bom natal e feliz 2010 a todos.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
As crianças ainda tomam banho de chuva
Apesar de todas as mudanças que vivenciamos no mundo, do medo e histeria mundial, as crianças ainda tomam banho de chuva no verão.
A cena das primeiras crianças descalças, sob a forte chuva de um final de domingo, já era esperada, pois a temperatura abaixo do logotipo do canal de tv, mostrava quase 40 graus.
Já era esperada, mas nem tanto. São tempos onde a chuva é sinal de enchente e desabamento em muitos lugares, fazendo do pranto coletivo o astro dos noticiários do dia seguinte. É o pranto e a histeria, e nada mais. Nenhuma instrução ou alento, nem mesmo alguma promessa de ter aprendido com o erro ou algo que garanta respeito à natureza e à vida.
O COP15 era pra garantir que consertaríamos o rombo no casco da nossa embarcação, mas a cena toda foi constrangedora. Ao invés de tripulação de um mesmo barco, Copenhague se tranformou num grande circo, e os palhaços possuíam um humor negro terrível: Soltaram um bando de rinocerontes sobre o público que assistia impacientemente o circo pegar fogo.
Enquanto as pessoas eram pisoteadas do lado de fora, no picadeiro os palhaços brincavam de dedo no olho, chute no traseiro, torta na cara, telefone no ouvido e rasteira.
O resumo do espetáculo é que as chamas comsumiram a lona do circo, os palhaços fugiram e o público não achou graça nenhuma.
Salvar o planeta não é tarefa fácil, ainda mais quando deixamos nas mãos de pessoas irresponsáveis e megalomaníacas por poder.Quando é que as pessoas vão se dar conta do valor que tem cada pequeno ato? Desde o toco de cigarro no chão, passando pelo lixo de casa não separado, a compra irresponsável no supermercado de itens com embalagens não recicláveis, até o consumo de carne, financiando a destruição da floresta amazônica...
É... já passou da hora de jogarmos a responsabilidade sobre os ombros dos governantes do mundo...Ou você acha que o dinheiro dos seus impostos pagará a sua passagem para depois do derretimento das calotas polares?
Se você ainda está na roda viva de trabalho e consumo sem prestar atenção à sua volta e agindo mecanicamente sem responsabilidade, é bom que você incorpore colete salva-vidas ao seu belo terninho ou troque seu creme pós-banho e essências perfumadas por um portetor solar fator 50 a ser aplicado todos os dias de manhã antes de sair para o trabalho.
Aqui onde eu moro tenho visto descargas de raios como nunca vi antes; também a força dos ventos estão realmente assustadoras e, talvez por isso, as crianças que saem para rua nas chuvas fortes estejam escassas.
Mas o calor de hoje as fez enfrentarem a instabilidade desses tempos loucos; talvez a necessidade de refrescar-se tenha sido maior que o medo e as recomendações gerais.Talvez no último instante, quando as altas temperaturas estiverem derretendo tudo, ouçamos propostas verdadeiras e promessas muito mais generosas, que ecoem como o som dos muitos passos de crianças nas poças dágua.
Talvez estas mesmas crianças com vontade de refrescar-se herdem o problema que enfrentamos, mas estejam despidas da fantasia de burocratas para resolvê-lo.
Experimentando sabores
Antes achava apenas que ser do bem era tudo... mas não.
Você passa a vida inteira perseguindo coisas: a mulher ideal, o estilo de vida ideal, os amigos ideais e acaba descobrindo que as coisas acabam fugindo de suas mãos simplesmente porque você não as pode reter.
É quando a vida te dá um golpe. Desmorona todo teu castelo - de cartas ou tijolos - tanto faz...
Aí você percebe que tudo é transitório (e é) e procura transcender a efemeridade mundana tentando consertar as coisas erradas à sua volta, se doando ao máximo e olvidando seus próprios problemas. Pronto: você é um cara do bem!
É quando você mesmo se dá um golpe. A estrada rígida de tijolos amarelos que você andava, se abre a seus pés... Você acaba de descobrir que não é o Superman, muito menos Mahatma Ghandi e que a sua verdade não é tão verdade; você quer mudar o mundo, mas não aceita ele quando é preciso mais compreender do que ser do bem...
Pronto! Nada mais é regra. Nada mais rege tua cabeça: todas as filosofias são vãs. É época de perder-se, permitir-se tudo apesar da falta que você sente de um caminho delimitador.
Compreensão é a palavra. Abre diversas portas, permite ver mais de perto as mazelas - as suas e as do mundo. Não há condenação nem culpa. É como se você tivesse mais de mil pernas a trilharem todos os caminhos possíveis, e já não é mais possível saber em qual destino chegar.
É como se você andasse ao acaso, dormindo ao relento; simplesmente vivendo um dia após o outro esperando chegar no resultado da soma de todas as suas experiências...
Dá para fazer diversas analogias neste momento, mas como a química envolvida no preparo de uma receita me atrai deveras, prefiro comparar a vida na terra a uma cozinha farta de todos os ingredientes possíveis -e você é o cozinheiro.
Prove todos os temperos e sabores que puder, mas só coloque na sua receita aquilo que seu paladar achar mais saboroso (atenção nesta hora pois o resultado final você vai ter que engolir sendo doce, amargo, salgado, ou delicioso), mas não se limite: permita-se experimentar. Não se contente com apenas algumas provas -boas ou ruins - quanto mais você experimentar, melhor cozinheiro você será...
Vá colocando na panela, sentindo o cheiro, cozinhando, provando...
Não pense em cozinhar para agradar os outros, 90% da sua receita é você que vai saborear - os outros podem até experimentar, mas não muito, pois eles têm a própria mistura para digerir.
Mais do que cuidar o que os outros estão preparando atente-se ao que você está fazendo, não copie.
A palavra chave de todos os livros de receita é atenção. Este ingrediente dá certo qualquer mistura.
Se o seu resultado for bom, você cumpriu a sua missão. Alimentou a si mesmo e pode dividir com todos aqueles que carregam apenas um copo do caldo amargo que decidiram fazer para si próprios.
Ser do bem é uma consequência de ser bom.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
O Nevoeiro

Stephen King voltou a fazer bons filmes. Também, fazia tempo que estava nos devendo...
Ele que prima pelo suspense/terror, desta vez resolveu descer profundamente na alma humana em "O Nevoeiro", provocando a seguinte pergunta: até que ponto somos humanos descendo no mais fundo de nosso ser?
Me refiro ao estado de desespero ou medo de uma pessoa, causado neste filme por uma situação crítica (mesmo que sem muita explicação). O fato de uma determinada área ou região ter sido invadida por um nevoeiro sabe-se lá de onde, com insetos gigantes e carnívoros (também não se sabe de onde vindos) não é tão importante, pois o ponto central é o medo que esta situação gerou em um determinado grupo de pessoas trancadas dentro de um supermercado.
Ele analisa cada um dos comportamentos, coloca à mostra a capacidade escondida de cada um, a coragem que existe ou mesmo a falta dela, a ponto de um dos líderes do grupo preferir enfrentar os monstros na rua do que continuar dentro do supermercado, e conclui: "só precisamos da polícia e do governo porque não sabemos ser civilizados".
Não deixa de ser uma parte da verdade...
O desfecho do filme é incrível, como a muito não se via, e mostra os heróis - definidos por algumas virtudes como honra, coragem, sensatez e sensibilidade - aos quais nos ligamos, sendo derrotados pelos nossos dois inimigos mais fortes: A falta de esperança e o medo.
Bom para pensar na importância de mantermos sempre nossa esperança e coragem afiadas...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Mãos da Terra
Este post é mais uma reverência que eu presto à semana da consciência negra.O ápice desta semana é a lembrança do dia que morreu Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra à escravidão, celebrado neste 20 de novembro.
O arroz quilombola na verdade existe aqui desde antes do arroz branco, mas foi proibido para privilegiar o nosso tradicional arroz asiático, que em comparação com o quilombola, perde em vários quesitos. O arroz quilombola é mais resistente às pragas, não precisa de agrotóxico, é plantado com adubo orgânico, rico em nutrientes e fibras, enquanto que o grão branco recebe toda a carga do processo industrial que nos entrega uma semente morta e cheia de veneno.
Não gosto de ter caráter panfletário, apenas peço que as pessoas que lerem este post pensem mais no que entra na mesa e dar oportunidade ao que é mais saudável e produzido de forma responsável.O resultado da visita, além das amizades que fizemos nas comunidades quilombolas, é uma exposição fotográfica no Trensurb (Estação Mercado - Porto Alegre) que vai do dia 19 de novembro ao dia 20 de dezembro de 2008 retratando uma fração da vida destas pessoas e seu trabalho em ótima harmonia com a terra.

Da esquerda para direita:
Jeferson Camargo, Luciana Borba, Ricardo Fabrello
Salve Zumbi! Salve Ganga Zumba!
...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Da lata a foto e toda a nossa arte
Aliás... que graça tem um brinquedo novo se a criança não pode interagir com ele, ver como funciona?
Entro na faculdade de design com a veia criativa pronta pra trabalhar e saio com paixão pela fotografia, os processos de gravação da luz e a necessidade de mostrar pro mundo que cada um o vê de forma diferente.
Já tive turmas com mais de vinte pessoas e hoje vejo que o ideal é no máximo dez mesmo. Aí você consegue explicar e atender cada um com a dedicação necessária...
Deixo a vocês um pouquinho da conversa que aconteceu na última semana acadêmica de design no UniRitter (2008), sobre luz, tempo, montagem da lata e outras coisas relacionadas ao processo de fotografia Estenopeica ou Pinhole, ou também conhecida como foto na lata.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A américa do norte agora usa Black Power
Depois de séculos de opressão, escravatura, pobreza e discriminação, um representante negro está no topo do mundo.
Torci muito pelo Obama porque sempre imaginei a Hillary Clinton como uma espécie de Yeda ou Marta Suplicy dos norte-americanos.
Não vou nem estender comentários aqui sobre os concorrentes do Obama à presidência porque acho que não merecem sequer míseras linhas neste blog.
Aliás, o que dizer da vice-presidente do John MacCain, que já foi governadora do Alaska, e promoveu o saqueamento da reserva Wildlife Refuge a fim de incentivar o "desenvolvimento" da região? Lembro também que as focas do Alaska continuam sendo mortas da maneira mais cruel possível para que suas peles enfeitem o pescoço das socialites.
Sem falar que ela mesma tem como esporte a caça, ou seja, ela vai para o meio do mato e mata meia dúzia de animais selvagens a fim de aliviar a frustração íntima.
Obama diz que está chegando com a "mudança". Espero que a mudança comece pelo respeito pelo meio ambiente, algo que o país que o elegeu nunca teve. Já é um grande salto para uma sociedade tão cheia de preconceitos e pudores eleger um representante de uma classe segregada.
Sem querer ser negativista, uma coisa me preocupa nessa enorme onda de esperança que invade o mundo: A mudança que Obama teve que fazer nos seu discurso e nas suas atitudes para se eleger.
Comecemos pela igreja que ele gostava tanto e teve que abandonar, depois o fato de ele estar vestindo uma roupa somali com turbante e já dizerem que o cara era muçulmano. ( ele teve que afirmar e reiterar até o último instante que era cristão ) E se fosse realmente de outra religião não-cristã? qual o problema?
Só pra ter noção da ferocidade do eleitorado americano, ele teve que esconder que tinha frequentado escolas muçulmanas logo que sua mãe se casou com um indonésio, mas mesmo assim desenterraram isso e usaram contra ele.
Muita coisa teve que ser renegada e desdita pelo novo presidente para agradar uma população composta em sua maioria de puritanos e presbiterianos.
Dá até para pensar que é a reprise de um filme que eu já vi.
Sinopse: Um grande líder, metalúrgico, com grandes ideais que se elegeu sob o slogan " a esperança venceu o medo" mas que durante a trajetória até o poder teve que abandonar muita coisa para ceder à furia de uma sociedade capitalista.
O resultado: ele chega ao topo como um personagem "paz e amor" e passadas as eleições começam as concessões: cargos distribuídos à revelia, acordos escusos, escândalos que "não foram vistos", loteamento da floresta amazônica, impostos sufocantes e por aí vai...
E lá se vão os ideais da esquerda... sob a máscara está um populista que fez muito menos do que deveria ter feito...
Não gosto de filme reprisado, a não ser que seja muito bom é claro. E não é este o caso.
Barack, espero que não se deixe abalar pela pressão da massa raivosa, e como diria a banda Cidade Negra em sua antiga formação: "Negro no Poder!"
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Demo cracia

Votar pra quê?
me esqueçam neste dia...
quero que a minha seção eleitoral seja em Marte,
e que a minha cidadania seja de E.T.
E só pra dizer que eu não acredito mais,
que dessa platéia de circo eu não faço parte,
Quero que conste nos anais (de todos os políticos):
meu voto é uma arte (abstrata mas digital)
em branco e numa tela de terminal.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Novos ritmos, otros aires...
Tipo... sorvete de capuccino! humm... que delícia!
Pois provei um doce novo para os ouvidos e viciei. Realmente não consigo deixar mais de ouvir. Está na set list do meu mp3 para andar pela cidade e para trabalhar também.
Estou falando do Electro Tango que chegou e mudou tudo o que a gente conhecia sobre tango (no meu caso, quase nada... mas agora pesquiso direto sobre o assunto e vou até fazer aula) ou já tinha ouvido falar sobre essa dança típica dos nossos hermanitos...
Não imaginei que pudesse haver tanta classe, ousadia, ritmo e harmonia em uma dança (me desculpem os defensores do samba e pagodeiros em geral, mas a sobriedade e o charme do tango é algo único) não que eu esteja pensando em mudar de pátria - apesar da proximidade fronteiriça - apenas me empolguei definitivamente em ir fundo na arte da dança.
Algumas bandas me abriram as portas para este novo universo (gracias amigo cko por trazer sempre novidades) sendo que o Gotan Project foi a primeira fusão de música eletrônica+hip hop+tango que eu ouvi através deste meu amigo Brasileiro-Uruguaio ligado em coisas alternativas.
Após ouvir exaustivamente Gotan Project durante quase um ano, vi que o universo ia mais além. No Youtube vi um vídeo clipe do Bajofondo tango club (está na barra dos vídeos do blog, aí do lado mesmo) e comecei a ler mais sobre a banda. A rádio Itapema começou a tocar as músicas deles e navegando descobri um site ótimo para baixar cds completos (também está na barra de sites interessantes ao lado) pronto! Eureca de novo! Desta vez retribuí o favor ao cko e lhe apresentei o Bajofondo, que pra ele foi amor ao primeiro ouvir também.
Parou por aí? não mesmo.
Estávamos indo fotografar o mix bazar quando o cko colocou o Bajofondo pra tocar, só que eu não havia reconhecido as músicas... foi então que a Fê, nossa colega de design, - interessada em moda, que estava no carro também - completou o trio do electro Tango nos apresentando o cd da banda Otros Aires, a última descoberta do novo ritmo argentino que com roupagem nova, está ganhando o mundo.
Roupagem nova aliás é o termo certo. Nos vídeos do grupo Bajofondo se nota que está faltando algo: A austeridade das roupas clássicas usadas tradicionalmente no tango. As mulheres vestem roupas ousadas e os caras incorporam uma moda meio hip hop, praticamente um figurino usado em clipes de rappers americanos, pra não deixar de seguir a receita da mistura musical.
Bom, tá aí a dica pra quem gosta de conhecer coisas novas. É só buscar que você acha os três: Bajofondo Tango Club, Gotan Project e Otros Aires.
E pra andar por essa cidade que é Porto Alegre - que no invernos toma mais ares uruguaios e argentinos - a pedida é colocar um electro tango no MP3 player.
Divirtam-se.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Sobre o amor...
- para amar é preciso ser mais que paixão.
ao ser amado deve-se ter sentimento sólido;
lhe ser o teto, as paredes, o chão...
ter o olhar perdido, um suspiro bucólico;
inflar o peito, sorrir com os olhos;
cruzar uma mão na outra pelas ruas, avenidas
tornar todo inverno primavera,
galhos secos em ramagens floridas;
ao caminhar abraçado juntar as almas;
compartilhar o coração, as vidas...
e à noite, quando o rigor do frio espera,
doar calor, ser abrigo, acolhida;
saciar entre pernas e suspiros,
em sincronizado vai-e-vém,
toda a sede de querer contida;
e então recostar febril no peito acelerado...
- mal de todo ser apaixonado -
contemplar o outro ser que lhe quer bem;
Mas não, não basta ser apaixonado.
em todo caso de amor é preciso ter desvelo;
- elogiar da ponta do pé ao fio de cabelo -
em toda imperfeição ver beleza pura;
e, querer eternamente a quem se ama,
é prever no adeus, ferida que jamais tem cura.
JC
domingo, 1 de junho de 2008
as quatro funções
Um mestre indiano em uma aula de meditação falou uma coisa que todos deveriam saber, e quem já sabe deveria ao menos pensar mais sobre isto.
O ser humano se diferenciou dos outros animais com o passar do tempo, por causa de uma coisa chamada evolução, e isto está diretamente relacionado com as quatro funções.
Para sobreviver, um animal necessita atender a quatro funções: alimentação, reprodução, descanso e auto-proteção. Desta forma ele garante uma vida vivida em razão das sensações orgânicas e também sua existência neste mundo.
A quarta função (auto-proteção) não está mais ligada a força física, visto que em um confronto com outro animal que tenha raciocínio, a força nem sempre vence. É neste ponto que subimos na cadeia alimentar e nos tornamos o principal predador da terra.
O raciocínio lógico, além de nos garantir uma posição privilegiada na cadeia alimentar, também nos permite uma série de outros proventos para que tivéssemos uma vida plena e perfeita: medicina avançada, conforto, transporte, etc. e por que não a temos? Essa é uma pergunta que deveria ser feita mais freqüentemente por nós, macacos humanos.
A resposta é mais simples de ser encontrada do que parece. tem a ver com o tempo.
Não que nos falte tempo para pensar mais, não mesmo. a questão é que a grande maioria da humanidade vive fora do seu tempo. Sim, fora do tempo como se homens das cavernas habitassem prédios e casas urbanizadas e assistissem televisão à cabo, pois aqueles também viviam sem raciocínio lógico e sem capacidade mental plena, com alguns momentos de felicidade relativa.
Volto agora ao mestre indiano citado no começo. ele nos disse: "existem quatro funções básicas para um animal executa: alimentação, reprodução, descanso e auto-proteção, e uma vida vivida só por viver é como se o ser humano fosse rebaixado à categoria de animal".
Quantos de nós sabemos das verdades ditas nos jornais, pelos ambientalistas, pelos cientistas, na rádio, na internet e nada fazemos a respeito? Quantos de nós ouviu a notícia mais que comentada - e agora oficializada pela onu - de que a criação de animais para o abate é um dos fatores que mais promove a devastação do meio ambiente? Com certeza muitos ouviram. E quem de nós se dignou a reduzir o impacto na natureza, abdicando do precioso churrasquinho e outras excentricidades alimentares?
Vemos o machado caindo e sequer recolhemos a cabeça para não sermos atingidos.
Sabemos que estamos destruindo todo o lugar em que habitamos e sequer fazemos algo a respeito. atendemos apenas às funções básicas e vivemos por viver, sem ter coragem de mudar um simples hábito.
Mas não há com o que se ofender neste texto. não somos simples animais. a última função básica de um animal, que é auto-proteção, ele executa bem, ou seja, ao ver o perigo se aproximar ele faz algo a respeito - até mesmo na fileira do abate ele luta até o fim.
Não, nós não podemos ser comparados a simples animais, pois não somos dotados da quarta função (ou simplesmente a ignoramos). vemos o perigo maior, que é a devastação do lugar que habitamos, e não fazemos nada a respeito. e assim vamos vivendo, iludidos de que talvez exista um botão para que a vida seja desligada quando tudo se transformar num grande deserto e não houver mais água. sem sensibilidade à dor.
Exatamente como uma máquina se comportaria.
.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Uma dica pro seu almoço hoje:
Lasanha deliciosa (Vegana)
Ingredientes
Para o molho de queijo
1 e 1/2 xícara de tofu
1/2 xícara de azeite de oliva
1/2 xícara de farinha de trigo
1 e 1/2 xícara de água
1 colher (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de amido de milho (opcional)
1 cebola média picada
1 xícara de vegetais claros (vagem, couve-flor) picados
1 alho pequeno
Sal a gosto
Para o molho bolonhesa
3 xícaras de PTS fina
1 cebola grande picada
1/2 pimentão vermelho picado
1 tomate grande picado
2 copos de molho de tomate
1/2 xícara de shoyu ou 2 colheres (sopa) de colorau
Ervas secas (orégano, manjerona, etc)
Sal a gosto
Para a montagem
Quanto baste de massa de sêmola para lasanha
Preparo
Molho de queijo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador (menos a cebola, o suco de limão e os vegetais) e acrescente a farinha lentamente. Se possível procure atingir uma consistência de panqueca. Adicione o suco de limão e reserve. Refogue a cebola no azeite, acrescente os vegetais, prove o sal e adicione orégano se disponível. Adicione o molho base ao refogado e deixe-o aquecer mexendo bem até ficar com uma consistência de queijo derretido. Reserve.
Molho bolonhesa
Após hidratar e espremer a soja para tirar o excesso de água, refogue primeiramente o pimentão no azeite já quente para ficar crocante, depois adicione as cebolas e quando ela ficar transparente adicione o tomate picado, as ervas secas e o shoyu ou colorau. Adicione a soja lentamente ao refogado e prove o sal. Então acrescente o molho de tomate e reserve. Lembre-se sempre de provar a comida durante o processo para certificar-se do tempero.
Montagem
Cozinhe a massa para lasanha conforme as instruções do fabricante, até ficar al dente. Em seguida, intercale as camadas pondo primeiramente o molho bolonhesa, depois a massa e então o molho de queijo, repetindo as camadas até chegar à borda do refratário, terminando com o molho de queijo. Coloque no forno pré-aquecido por uns trinta minutos ou até que o queijo borbulhe. Sirva quente.
Fonte: SVB - Porto Alegre, receita de Gustavo Nogueira
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