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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Considerações sobre os ciclones

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É triste mesmo ver as pessoas chorando na televisão, dizendo que perderam todas as suas coisas, que estão sem comida e moradia e sofrendo pela perda de suas coisas materiais.
No meio do caos do feriadão, algumas coisas me chamaram mais a atenção:
- O dono do frigorífico choramingando pela perda de três toneladas de carne, por causa da falta de luz;
- Em um bairro de Guaíba, uma senhora reclamava que tinha perdido toda a carne do refrigerador e teve que fazer comida para os cachorros porque a falta de luz tornou imprópria para o consumo humano;

Sobre o primeiro caso gostaria de perguntar uma coisa ao dono do frigorífico - talvez os apreciadores de chuleta, porco e outras excentricidades carnívoras possam ficar magoadinhos com o que eu vou dizer - O que você esperava meu amigo? acha que se você cuspir para cima vai cair na cara dos outros?
A tua carne estragou? que pena né...
Encomendaste a devastação da Mata Atlântica para a criação de gado nos morros e agora quer chorar? quem sabe tu chores também por todas as outras famílias que ficaram desabrigadas para que a pecuária pudesse crescer no Brasil...
E viva o santo churrasco do fim-de-semana!
E o mais curioso é que o ciclone atingiu justamente os maiores propagadores do churrasco...

Sobre a senhora que perdeu o frango e a chuleta da geladeira, digo o seguinte:
Que bom que a senhora deu a carne para os cachorros, pois eles são os animais irracionais da terra e não nós, portanto eles tem desculpa para continuar com esse tipo de escolha alimentar.

Alguns dados sobre o feriado:
4.500 desabrigados na região sul
10.000 mortos na Ásia

O Professor de Metereologia da UFRJ, Isimar Azevedo dos Santos, disse que ciclones são comuns, tanto o da Ásia (Tropical), quanto o nosso (extratropical), o que não é normal é eles saírem do mar e invadirem o continente... Uhum...
Ah, quase esqueci de dizer que ele falou que antes da devastação da Mata Atlântica não havia ocorrência destes ciclones no continente, pois esta impedia a passagem do ciclone, além de regular o clima...
E na Ásia?
O aquecimento global desregulou as massas de ar que passavam pelo oceano, aumentando a formação de ciclones.

Pode cuspir pra cima amigo, mas vai sempre cair na sua cara....

E era isso.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Microcosmo

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Escrevo versos com a luz.
Acostumei-me a observar o microcosmo.
Nas aulas de geometria espacial,
observava a disposição das folhas das árvores
que se mostravam à janela;
Nas aulas de geografia
pensava nas mazelas provocadas aos gorilas do congo:
caçados e sem floresta.
Enquanto alguém tentava chorar no meu ombro,
atentamente eu olhava
a trilha das formigas que passavam atarefadas
por baixo do banco em que me sentava.
Quando recebia do patrão uma longa lista de tarefas diárias,
logo imaginava:
qualquer coisa que fosse,
o que ele estivesse falando neste momento,
iria fazer de uma vez, e bem rápido.
Ou não...
o importante mesmo
era pegar aquele raio de sol que me chamava pela fresta da persiana do escritório
antes que fosse embora,
levando consigo todas as cores e detalhes que a minha íris captava.
E o resultado disso tudo é que
nunca consegui entender bem a disposição das folhas,
nem tão pouco alterá-las (não queria mesmo)...
Ainda não fui até o congo ver como estão os gorilas;
e nunca piso numa trilha de formigas;
Mas o sol...Ah, esse não me escapa mais.
Torno eterno as coisas que ele me mostra;
pego seus raios como quem agarra a cauda do cometa;
escrevo no papel fotográfico
como quem empunha um bico de pena;
Transformo cores e suas sutilezas em versos visuais;
E as pessoas me perguntam:
- Como podes ver assim?
respondo então:
- É simples... não seja, não faça,
Apenas se entregue à saborosa distração
das coisas não usuais...
J.C.

O Tempo

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O tempo já passou;
recolho os pedaços do que quero salvar.
desejo voltar à velha casa que abrigava meu espírito
talvez ainda encontre os móveis que o reconfortavam;
meus sonhos eram como a cortina da casa:
sempre ocultando o sol que iria iluminá-la...
toco uma velha canção que funciona como uma porta
ligando realidade e expectativas passadas;
sinto uma falta imensa de coisas que não tive...
(como se fosse adiantar senti-la)
coloco minha mente dentro de uma caixa
para que possa viver no meu tempo;
não adianta a síndrome de peter-pan
é preciso crescer e ajustar-se às horas;
E essas já não me conhecem mais...
preferem dedicar-se àqueles que tem todo o tempo pela frente
pois quando se tem os dias a favor de si,
É mais fácil errar;
E como é importante errar!
(importante que acompanhe o aprender)
Não se deve guardar gritos ou beijos para depois;
só assim a velha casa dos anos não precisa ser revisitada:
mantém-se na altura do olhar como um troféu a quem soube bem viver.
J.C.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Criança

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O Gabriel era perguntador.
Também queria sempre mostrar tudo:
do desenho novo ao ventilador;
- Tira a mão daí Gabriel!
Adorava decorar as canções de desenho animado;
era a alegria dos seus pais:
acordava as 6 da manhã no sábado!
me pegava pela mão pra contar a notícia nova :
da aventura de chegar na casa da tia,
passava uma hora de pura trova;
(e numa linguagem que ninguém entendia )
mas não é porque ele tinha só três aninhos;
ele era diferente...
Gabriel voava - diziam os vizinhos.
Nunca acreditei muito nessa história...
(mania de gente grande que não acredita mais em nada)
até ver o pequeno rezando;
Ele não falava como os adultos
porque o papai-do-céu lhe fez especial:
de dia escondia as bonitas asas
e de noite se transformava em anjinho.

J.C.

Café na casa do poeta




Ar

preciso respirar

(Quem sabe um copo a mais de vinho)

uma risada a mais no bar;

uma noite a mais de lua cheia

não me verão sozinho,

nunca...

(talvez desenhando)

e só!

tomando café com creme

mas mesmo assim

todos sempre estão comigo

curiosos a me olhar...

desejam sempre saber

antes do desenho terminar

peço uma bossa nova

Ouço a canção

último gole no café,

e mostro o desenho ao garçom:

ohhhhhhhh...

quanto deu? (como se já não soubesse)

até sexta que vem! (pensamos juntos)

Não tenho mais Happy hour

estou desempregado

não verão mais meus hidrocores

nem rabiscos de nanquim...

(toquem uma bossa por mim!)

Agora me afogo nos meus amores

um para cada dia da semana

cada moça me dizendo sim

vou a estado de falência...

cerveja, vinho, café, nanquim

chego em casa e tudo o que quero é

Ar

não quero mais vinho

nem cerveja nem bar

talvez uma canção Hare Krishna

um espaço pra meditar

quero jogar tudo fora

pego papel, caneta e uma canção de Vinícius

(Pode ser aquela que chora)

E a vida acaba em poesia

em verso

em prosa

tudo igual a café passado

só é bom

se for agora.


J.C.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Perguntinha

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Será que a farra dos cartões continua neste carnaval? veremos dia 11.
O ministro da pesca conseguiu gastar R$1000,00 em um único dia do carnaval em 2007 com o cartão-abuso.
E eu me programando pra dez dias com a metade disso...
Melhor assim.
Gastos controlados sempre foi sinal de fartura, ao contrário do descontrole.

Aos 31

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Como uma pessoa deve agir aos 31 anos?
Me fiz esta pergunta a semana passada quando percebi que alcançaria os 31 no dia de hoje.
Alguém pode estar dizendo: - ora, aja como você sempre agiu!
Mas eu penso que não. E explico.
A marca dos 31 anos é o derradeiro adeus à primeira metade da sua vida, aquela fase em que as palavras "jovem", "promissor", "revelação", etc. são empregadas em qualquer coisa que você faz.
Dos 30 em diante começa a segunda fase da sua vida, em que ocorre a afirmação dos seus talentos revelados na primeira metade. E aqui fica a pergunta:
E aqueles que não se decidiram ainda, onde são colocados? ou mesmo que ainda não se sentem plenamente realizados nos sonhos ou que estão sempre com novos sonhos?
Aos 31 tudo deveria estar estável, estático, definido. Mulheres tendo filhos e homens tomando cerveja no bar.
Deveria.

Aproveito e agradeço todos os meus amigos queridos que lembraram deste dia. Que esteja lotada a caixa de mensagens! hehh
e

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Carnaval

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Previsão para o Carnaval 2008: Chuva até quarta.

Nem mais que isso, nem menos que isso: Quarta exatamente.
As vezes penso que São Pedro odeia o carnaval ou simplesmente não gosta é de barulho - coisa de velhinho né...

Hoje é quarta-feira e a chuva começou ontem. No carnaval de 2007 a chuva durou quase dez dias - mais ou menos o mesmo tempo que leva até a próxima quarta.
Prepare seu baralho, roupas de borracha para tempos mais frios e bom carnaval!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


Na nossa história o ser humano inventou as mais diversas formas de defesa. Uma delas foi o bunker.

Sempre gostei de escrever e dizer o que penso. Nunca fui a favor de nenhuma guerra. Acho uma tremenda estupidez, mas mesmo assim não me furto ao direito de defender o que acho correto. No caso de ir contra alguma injustiça, entro na partida igual cherifão do time do Grêmio: De sola. Não tiro o pé mesmo.
Durante minha vida acadêmica, que está por acabar este ano, fiz parte ativamente do movimento estudantil onde ganhei importantes batalhas por saber montar uma boa trincheira e/ou ter habilidade em saber me recolher no bunker. De algumas causas que defendi saí bastante ferido, principalmente por não estar devidamente municiado e também pelo fato de inimigo ser muito mais forte. É neste momento que devemos ter estratégia.
O blog passa a ser a estratégia: É o bunker. E a analogia não é a toa. Serve de trincheira para que haja a defesa com as armas que podemos contar aqui:
1. A notícia que ninguém vê
2. A vontade de escrever
3. A atitude de quem lê.

Não há mais ditadura hoje? temos uns resquícios bem conhecidos:
1. A mídia convencional (que veicula o que convém)
2. A ignorância (que nos priva do sabor das artes)
3. A falta de conexão entre as pessoas (que nos mantém desunidos)

Leia. Deguste. Una-se.

O Que é um Bunker?

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Bunkers ou Casamatas
são unidades de defesa usadas ostensivamente
durante guerras. São feitas de betão(concreto) e contam com aberturas que possibilitam o revide em caso de ataque.
As casamatas, embora na maioria das guerras construídas de betão, também
podem ser de outros materiais, como foi o caso do Vietnã, no qual as casamatas eram de madeira e ficavam no subterrâneo.
São, muitas vezes, também conhecidas como "bunkers", apesar de serem muito
menores. A utilização de casamatas no Dia-D (2GM) foi muito grande para revidar o ataque naval que partia dos aliados. O betão chegava a ter 2 metros de espessura. Apesar de ser eficiente como fortaleza, possuía um grave ponto falho. O lançamento de granadas para dentro do bunker, através da abertura. Isso logicamente matava
de uma só vez, todos os atiradores dentro do bunker.
Fonte: Wikipedia

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